Os Crimes do Padre Amaro

fragmentos da vida de um monge ateu

mail do padre
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sábado, fevereiro 28, 2004
 
Um bom motivo para escrever é simplesmente a noção de que a véspera de um 29 de Fevereiro é por demais preciosa para que a data, por se tratar de um acontecimento invulgar, não fique perpetuada nesta bloga.
É também uma forma de cumprir o ritual de escrever pelo menos um post em cada mês. Não tem sido cumprido, temos falhado perante quem suportou a vigência deste mural.
Para quem haja pensado que o Padre Amaro se remetera a um voto de silêncio, isso é aqui desmentido. Não se tem tratado de um voto de silêncio, mas de uma inefável falta de conjugação entre indispensáveis factores técnicos, humanos e interestelares. Pelo facto, aos nossos nove milhares de leitores pedimos as suas desculpas. Prometemos manter para diante a assiduidade a que temos habituado os nossos incansáveis e cada vez mais escassos visitantes. De vez em quando cá nos encontraremos para mandar as nossas bocas sobre o que tenha ou não colorido as nossas vidas nesta cada vez mais sensaborona aldeia global, que começa aqui, de onde vos escrevo, entre as quatro paredes de um anexo escuro e sombrio ao fundo do corredor da cave deste mosteiro.
A caminho de podermos finalmente proporcionar a felicidade a todos, cuidaremos de reunir as condições para manter activo este registo de memórias, durante muitos e bons anos. Assim o permitam os deuses da internet.
Ámen.